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Reconhecendo conceitos e sabores

December 14, 2016

É comum nos depararmos com a frase de que as pessoas precisam de uma reeducação alimentar para mudarem seus hábitos e, assim, poderem levar uma vida mais saudável. Mas será que isso é mesmo verdade?

E dito isso, muitas pessoas rapidamente se colocam numa posição de que não conseguem abrir mão disso ou daquilo, que é muito difícil se acostumar com tal coisa, parar de comer doce ou simplesmente se pegam desistindo na primeira semana.

Mas façamos aqui, rapidamente, uma análise de conceitos.

Nós crescemos sendo ensinados que o doce é bom, o amargo deve vir acompanhado de uma careta e o azedo associado a algo vencido.

Muitas vezes o hábito de adoçar o cafezinho ou adicionar as gotinhas de adoçante na limonada são tão automáticos, assim como a careta que acompanha o primeiro contato do paladar ao amargo do café, que deixamos de pensar na verdadeira natureza de algumas coisas. Por exemplo:

Por que o limão não pode ser azedo, como foi destinado a ser?
Ou mesmo o café, amargo, sendo coerente com seu aroma?
Por que essas coisas se tornam aceitas quando adoçadas, perdendo suas propriedades características, tornando-se apenas… doces?

É engraçado como uma cerveja pode vir a ser corretamente apreciada, suas especialidades respeitadas, ou até mesmo um bom vinho se distinguir de um ruim por algumas pessoas. Mas um café sem adoçar não segue o mesmo principio.

Já te fez notar que ambos partem da mesma lógica de sabores?

Somos viciados em alguns conceitos e pressupostos, e isso é culturalmente sustentado à medida que o tempo vai passando. Não procuramos questionar algumas questões que já são automáticas para nós por uma simples questão de hábito.

O que as pessoas precisam, na verdade, é de uma reeducação da mente.

Reaprender conceitos e origens para assim poder proporcionar uma reeducação dos seus paladares. Não adianta a pessoa saber o que precisa, o que pode e o que não deve comer, se o seu paladar nunca irá compactuar com isso.

Como disse, muitos de nossos costumes o próprio nome já diz: são costumes. São hábitos que acreditamos serem corretos, mas não nos dispusemos ainda a nos provarmos o contrário.

Isso requer uma desassociação de conceitos e crenças para uma modelagem de hábitos e costumes.

Pense fora da caixa. Desafie-se a conhecer novos conceitos, a explorar conceitos já conhecidos porém esquecidos, a se permitir sair do padrão. Muitas vezes o que conhecemos é a melhor opção por ser a única selecionada por nós. E uma pequena mudança pode refletir em algum lugar e voltar para nós como uma reflexão por qual não esperávamos acontecer.

 

Bon appétit!

 

Xanda.

 

 

 

 

 

Bon appétit!

 

Fotos: Google

 

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